Perdão

A história do filho pródigo: uma lição sobre o perdão de Deus

Uma das parábolas mais conhecidas de Jesus explica, melhor do que qualquer sermão, o tamanho do amor e do perdão de Deus por cada um de nós.

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Jesus contou muitas parábolas, mas poucas tocam o coração como a história do filho pródigo, registrada no Evangelho de Lucas, capítulo 15.

A história, em resumo

Um pai tinha dois filhos. O mais novo pediu a sua parte da herança antecipadamente — um pedido que, na cultura da época, era quase como desejar que o pai já estivesse morto. Ainda assim, o pai atendeu ao pedido.

O filho foi embora para uma terra distante e gastou tudo o que tinha vivendo de forma desregrada. Quando o dinheiro acabou, uma grande fome assolou a região, e ele se viu trabalhando para cuidar de porcos — a pior humilhação possível para um jovem judeu daquela época — e com tanta fome que desejava comer a comida dos animais.

O momento da virada

Foi ali, no fundo do poço, que ele "caiu em si", como diz o texto. Decidiu voltar para casa, preparando um discurso de arrependimento, disposto a ser tratado nem mesmo como filho, mas como um dos empregados de seu pai.

E, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. (Lucas 15:20)

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O pai nem deixou o filho terminar o discurso preparado. Mandou trazer a melhor roupa, um anel, sandálias, e organizou uma festa — "porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado".

O que essa história revela sobre Deus

O pai da parábola representa o próprio Deus. A imagem central não é a de um Deus que espera de braços cruzados até que mereçamos voltar, mas de um Pai que corre ao nosso encontro assim que dá o primeiro sinal de que estamos voltando.

Isso muda tudo. O convite de Deus não depende de você ter uma vida perfeita antes de se aproximar dele. Depende apenas de você decidir voltar.

E o irmão mais velho?

A parábola tem uma segunda parte, muitas vezes esquecida: o irmão mais velho, que sempre foi obediente, fica indignado com a festa. Ele representa quem já está "dentro de casa", mas cujo coração também precisa aprender a se alegrar com a graça que Deus oferece a outros — e a reconhecer a graça que já recebeu, mesmo sem perceber.

Uma palavra para hoje

Se você se identifica com o filho que se afastou, a mensagem é simples: o caminho de volta está aberto, e o Pai já está correndo ao seu encontro. Se você se identifica com o irmão mais velho, o convite é para entrar na festa e celebrar — a graça de Deus não diminui quando alcança outra pessoa.

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